Moreira: “Queremos ganhar”

28/01/2011 FUTEBOL
Antevisão Taça da Liga

O guarda-redes do Sport Lisboa e Benfica, Moreira, anteviu, esta sexta-feira, o encontro da Taça da Liga com o Desportivo das Aves. O objectivo do grupo campeão nacional é vencer para atingir as meias-finais da prova.

“Sabemos que nos falta um jogo para chegarmos às meias-finais e é isso que vamos tentar fazer. Queremos ganhar o jogo para atingirmos as meias-finais, até porque jogar para o empate nunca dá bom resultado e o Benfica, com a qualidade que tem, vai entrar em campo para ganhar”, explicou o guardião “encarnado”.

O jogador explicou, também, que contra equipas de escalões inferiores é preciso não facilitar: “Sabemos que as equipas mais pequenas têm muitas ambições na Taça da Liga e na Taça de Portugal e nós temos de fazer o nosso papel, que é entrar com ainda mais ambição, para vencer os jogos.”

Em relação à concorrência no seu lugar, Moreira elogiou o trio de guarda-redes do Clube da Luz: “O Benfica tem três grandes guarda-redes, que trabalham sempre no máximo e cabe ao treinador decidir quem joga e quando joga. Eu tenho jogado na Taça da Liga e dou sempre o máximo.”

A importância dos adeptos para a conquista do triunfo na Vila das Aves não foi esquecida: “Já estou no Benfica há 11 anos e sei que temos adeptos em todo o lado, portanto, é óbvio que contamos com o apoio deles.”

Fonte: http://www.slbenfica.pt

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Benfica conquista a Taça da Independência de Angola

Encarnados derrotaram a selecção angolana

O Benfica venceu a selecção angolana, por 2-0, e conquistou a Taça da Independência de Angola. Jorge Jesus operou algumas alterações no onze encarnado. Dos habituais titulares o treinador só colocou David Luiz, Gaitán (que não foi opção no Dragão), Aimar e Saviola de início.

Franco Jara inaugurou o marcador, aos 39 minutos, depois de cruzamento da direita de Luís Filipe. Aimar fez o segundo golo aos 45, num lance em que combinou bem com Saviola.

Ao intervalo, Jesus fez algumas mudanças na equipa. Saíram Júlio César, Sidnei, David Luiz, Aimar e Saviola; entraram Moreira, Luisão, Roderick, César Peixoto e Mantorras.

Jorge Jesus feliz por sair de Angola «sem lesões»

Aos 52 minutos, Gaitán saiu, deixando a ideia de que apresentava queixas. Felipe Menezes entrou para o lugar do argentino. Três minutos depois saiu Salvio para entrar Maxi Pereira.

O treinador encarnado aproveitou este encontro para rodar a equipa e ver em acção os jogadores menos utilizados. Assim, aos 62 minutos, Jorge Jesus voltou a mexer na equipa. Saíram Airton, Jara e Fábio Faria para as entradas de Carlos Martins, Nuno Gomes e Weldon. Quatro minutos depois saiu Pedro Mantorras, que foi muito aplaudido pelos seus compatriotas, e entrou Kardec.

A dez minutos do final entrou Roberto para o lugar de Moreira. Apenas Luís Filipe actuou durante todo o encontro. Fábio Coentrão e Javi García não chegaram a entrar.

O seleccionador de Angola, Zeca Amaral, também rodou os seus jogadores, aproveitando para fazer algumas experiências e observar jogadores.

Os encarnados estão em Luanda para participarem nas comemorações dos 35 anos de independência de Angola.

Angola:Wilson, Mingo, Osório, Dani, Tchiwe, Pataca, Job, Rasca, Adawa, Nuno, Chico Kaputo.

Benfica: Júlio César; Luís Filipe, Sidnei, David Luiz, Fábio Faria, Airton, Salvio, Aimar, Gaitán, Saviola e Jara.

http://www.maisfutebol.iol.pt/benfica/benfica-angola-ao-vivo-maisfutebol/1207503-1456.html

Jesus, um mestre que não aprendeu

08 novembro de 2010 | 03:00
Colocado por: Alex Pais 
Aprimeira palavra do primeiro texto desta edição de Record é devida ao treinador da equipa que ontem venceu o clássico, de cuja capacidade para treinar o FC Porto sempre duvidei. O tempo acabou por dissipar as minhas reservas e não reconheço agora o mérito de André Villas-Boas apenas por causa do resultado histórico que obteve – nunca o Benfica perdera por 5-0 no antro dos dragões – mas também por me parecer consolidado o alto rendimento de jogadores como Sapunaru ou Maicon, mesmo de Guarin e até de Bellushi, cujas qualidades o técnico potenciou. Sem esquecer que hoje já ninguém sente a falta de Bruno Alves ou de Raul Meireles, não por terem perdido qualidades, mas simplesmente porque Villas-Boas arranjou outros. Por muito que a sorte o possa vir a abandonar, esta marca de qualidade permanecerá.A segunda palavra vai para Jesus, que sendo, segundo o próprio, um “catedrático” do futebol, fez no Dragão figura de aprendiz. E pior, de um aprendiz que não aprendeu.

Muito do inêxito de Quique Flores no Benfica passou pelas múltiplas experiências que o espanhol fez com o plantel e, entre elas, a “mania” de fazer, do grande central que David Luiz é, o modesto lateral que ontem reapareceu. A facilidade com que Hulk o “sentou” no lance do primeiro golo e o papel de “barata tonta” que representou na jogada do segundo estão na origem da goleada e são o “remake” da “chapa 4“ da época passada em Liverpool.

Ao reincidir no erro estratégico desse jogo da Liga Europa, Jorge Jesus não só “inventou” e falhou. Vai também sentir os efeitos que os 10 pontos de atraso, “destemperados” por esta duríssima humilhação, terão na Luz.

Trata-se, na realidade, do abanão que antecede a derrocada. Luís Filipe Vieira não engolirá esta afronta e não quererá continuar a pagar 2,4 milhões euros/ano a um “profeta” que prometeu o Paraíso e agora arranja desculpas. Será sua a próxima cabeça que o implacável líder servirá em bandeja de prata às massas que nunca amaram o grande mestre da táctica, o “intruso insensível” que não deixa jogar Moreira, que despediu Mantorras, que manda Nuno Gomes para a bancada.

Jesus sobe o Gólgota para acabar na cruz.

Minuto 0, crónica a publicar na edição impressa de Record de 8 novembro 2010

http://comunidade.xl.pt/RECORD/blogs/quintadocareca/archive/2010/11/08/jesus-um-mestre-que-n-227-o-aprendeu.aspx

Guarda-redes português é espécie ameaçada

Leque de opções para a baliza de Portugal está a reduzir-se a olhos vistos
28.10.2010 – 09:36 Hugo Daniel Sousa

Portugal nunca foi uma escola excepcional de guarda-redes, mas nomes como os de José Henrique, Azevedo, José Pereira, Barrigana, Damas, Bento, Vítor Baía e Ricardo ficaram na história do futebol português. A herança destes homens, porém, parece cada vez mais difícil de defender, porque os guarda-redes portugueses estão a perder espaço e até a selecção já sente a escassez de opções neste posto específico.

Um olhar pela Liga portuguesa permite rapidamente medir a dimensão da crise. Em 16 equipas, apenas quatro apresentaram guarda-redes titulares portugueses nas primeiras jornadas do campeonato. São elas Sporting (Rui Patrício), Portimonense (Ventura), Rio Ave (Paulo Santos) e Beira-Mar (Rui Rego). Nos outros 12 casos (nove dos quais brasileiros), os titulares são estrangeiros, algo que se tem vindo a acentuar nas últimas temporadas.

Em 2006-07, os portugueses ainda estavam em maioria (nove contra sete), mas na época seguinte registou-se um empate (sete a sete, mais duas equipas em que estrangeiros e portugueses dividiram a titularidade durante a temporada). Em 2008-09 e 2009-10, os estrangeiros passaram a dominar, havendo nove titulares contra sete portugueses. E este ano o fosso acentuou-se.

A reduzida presença de portugueses nem sequer está relacionada com a emigração, já que Eduardo (Génova), Daniel Fernandes (Panathinaikos) e Hilário (Chelsea) são dos poucos seleccionáveis que jogam no estrangeiro. O que explica então esta crise?

A maior concorrência dos estrangeiros, a falta de paciência dos clubes para apostarem em jovens portugueses e as deficiências na formação de guarda-redes são as principais causas apontadas por Nélson, antigo futebolista do Sporting e da selecção nacional, e Fernando Brassard, actual técnico dos quadros da Federação Portuguesa de Futebol.

“O grande problema tem a ver com o facto de os clubes não apostarem em jovens. Esquecem-se que o Baía, por exemplo, começou cedo e também errou, antes de se afirmar. O Sporting, com Rui Patrício, é uma excepção”, analisa Nélson, que criou uma escola de guarda-redes em Torres Vedras, para miúdos entre os sete e os 15 anos.

Além da falta de paciência dos clubes para esperarem a evolução dos jovens, o que os leva à contratação de guarda-redes estrangeiros mais experientes, Nélson admite também a existência de lacunas na formação de treinadores e jogadores para este posto específico, embora afirme que o cenário está a melhorar: “Antigamente os métodos eram antiquados. Os antigos guarda-redes treinavam os novos da mesma forma que tinham sido treinados. Agora já há especialização.”

Selecção paga a factura

A escassez de soluções para a baliza é agravada pelo facto de alguns jovens apontados como esperanças não se terem afirmado. Moreira continua como suplente no Benfica, Bruno Vale já anda pela Liga de Honra (Oliveirense) e Beto é suplente no FC Porto.

Estes são apenas alguns exemplos de um cenário complicado, agravado não só pela concorrência de estrangeiros nos pequenos e médios clubes da Liga, como até nas camadas jovens – Brassard sublinha a presença de estrangeiros na baliza dos juniores de Benfica e Sporting em épocas recentes. As lacunas nacionais na baliza até já levaram à criação de um movimento pró-guarda-redes português no Facebook, embora este seja um problema que demorará tempo a resolver. Nélson argumenta que nos países com melhores jogadores neste posto específico há grupos organizados – “em Itália, até há um sindicato de treinadores de guarda-redes” – e alerta para a necessidade de uma “reflexão séria” por parte da federação, associações distritais e clubes, de modo a inverter-se a situação.

Fernando Brassard também reconhece que “há uma carência óbvia neste campo” e até admite que os técnicos da federação já se deparam com “dificuldades em encontrar seleccionáveis nos vários escalões”. Mais, o antigo guarda-redes não hesita afirmar que o mal, tal como aconteceu em Inglaterra, irá atingir a selecção principal. “A selecção vai pagar a factura, até porque já não tem um leque muito alargado. Eduardo e Rui Patrício são dos poucos que jogam com regularidade nos clubes”, avisa Brassard.

http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1463235

Jesus: «Traído pela rega e pela bola»

ADEPTOS ASSOBIARAM ROBERTO E PEDIRAM MOREIRA

Jorge Jesus apressou-se a sair em defesa de Roberto, muito contestado pelos adeptos encarnados que se deslocaram ao Estádio Tourbillon. “Ele está a adaptar-se aos novos companheiros e à equipa. No primeiro golo, foi traído pela rega e pela nova bola [Jabulani], que ganha trajetórias muito complicadas para os guarda-redes”, sublinhou, frisando: “O treinador do Benfica sabe quem são os melhores.”

Novamente titular (desta vez cumpriu os 90 minutos), Roberto teve tarde difícil. O mais caro guardião da história dos encarnados (8,5 milhões de euros) ouviu assobios, especialmente na primeira parte, de alguns simpatizantes benfiquistas, que estavam em clara maiorias entre os 7.200 espectadores, alguns dos quais viajaram de Paris, cumprindo mais de 600 quilómetros.

Depois do primeiro golo do Sion, ouviu-se, tímida e esporadicamente, o nome Moreira, gritado a partir da bancada. O pedido acentuou-se depois do segundo golo. Aí, o povo não se cansou de pedir a entrada do português, que durante o defeso assinou novo contrato, prolongando a ligação aos encarnados até 2013.

Moreira agradece

O nome do camisola 1 continuou a ser ouvido, alto e bom som, no exterior do estádio, enquanto os adeptos aguardavam a saída dos jogadores, que se dirigiam para o autocarro. Moreira, esse, acenou à multidão, como que agradecendo os aplausos.

Os gritos dos adeptos ouviram-se na sala de imprensa, enquanto Jesus fazia a análise do jogo com o Sion. Era impossível passar ao lado do assunto. “Não, isto não vai desestabilizar Roberto”, garantiu Jesus. E adiantou, como que tranquilizando os adeptos: “O treinador do Benfica sabe com que jogadores trabalha e quem são os melhores.”

Roberto foi a escolha de Jesus para substituir Quim, titularíssimo na última edição da Liga, mas que terminou contrato com os lisboetas. Quando a contratação do espanhol foi assegurada, o técnico amadorense asseverou que Roberto estava referenciado, especialmente pelas exibições que realizou diante do Barcelona e do Real Madrid, então ao serviço do Zaragoza. Ontem, depois das vaias, Jesus tratou de renovar a confiança nas qualidades do espanhol e de lhe dar moral, algo que se traduziu em campo: é, por ora, o guarda-redes mais utilizado, contabilizando dois jogos e 163 minutos.

Mais informação na edição impressa de Record desta segunda-feira ou no e-paper

Autor: MIGUEL BELO E NUNO MARTINS. SION
Data: Segunda-Feira, 12 Julho de 2010 – 7:51

www.record.pt

Moreira: “O Benfica confia em mim e eu confio no Benfica”

Guarda-redes renovou por 3 épocas

No Benfica há 11 anos, José Moreira é um homem da casa e renovou, esta segunda-feira, contrato com o Clube por mais três épocas desportivas. O guarda-redes faz uma vez mais parte dos planos de Jorge Jesus. Foi sem estranheza que uma vez mais Benfica e guardião chegaram a um entendimento, tal como o próprio afirmou à Benfica TV: “Voltaram a unir-se duas partes que tinham o mesmo interesse. O Benfica confia em mim e eu confio no Benfica. Agora resta-me trabalhar para conseguir os meus objectivos.”

Conhecedor da mística benfiquista pelos vários anos de águia ao peito, Moreira não foge as responsabilidades e assume também o papel de transmitir a realidade do clube aos recém chegados. Para a época 2010/11, mostra-se extra-motivado para lutar por um lugar na baliza, revela-se renovado e agradecido aos adeptos que muito o têm apoiado: “É um Moreira extra-motivado, que vai dar tudo ao serviço do Benfica, também para mostrar a toda a massa adepta que confiou em mim que o Moreira de que toda a gente gosta está bom, apto, recomenda-se e pode ser titular do Benfica.”

É, então, um José Moreira de espírito renovado que abraça mais três épocas com a camisola encarnada. Sempre com a mesma ambição: ganhar títulos ao serviço do Sport Lisboa e Benfica.

Texto: Nuno Miguel Machado
28/06/2010 FUTEBOL
http://www.slbenfica.pt/Informacao/Futebol/Noticias/noticiasfutebol_futmoreirarenovacao_280610_63717.asp

Moreira mais três anos

GUARDA-REDES ACEITA PROPOSTA FEITA PELA SAD

Moreira vai assinar contrato com o Benfica por mais três temporadas. O guarda-redes aceita a proposta feita pela SAD encarnada e vai continuar de águia ao peito, embora fique com uma redução salarial brutal, sendo que esta era uma condição obrigatória para que o guarda-redes, de 28 anos, continuasse na Luz.

Em final de contrato com as águias – termina dia 30 deste mês – o camisola 1 do Benfica já fez chegar ao clube que aceita as condições que lhe foram propostas, embora ainda falte uma conversa oficial, que deverá acontecer nos próximos dias.

A SAD endereçou o convite ao guarda-redes há já algum tempo, mas só agora obteve uma resposta, ainda que não tenha sido por via oficial. O encontro de Moreira com os dirigentes da águia servirá, sobretudo, para colocar o preto no branco nesta ligação.

Com a contratação de Roberto, Moreira volta a perder espaço no plantel e terá de disputar o lugar no banco com Júlio César. Sabendo disso, os responsáveis pelo emblema da Luz apresentaram-lhe a proposta de renovação, mas a vencer substancialmente menos. Moreira, esse, vai aceitar.

Espaço

Existiu sempre a dúvida na continuidade de Quim ouMoreira e, apesar de o camisola 12 ter sido o titular absoluto na Liga, a escolha recaiu no segundo, até pela Liga dos Campeões. Isto porque a UEFA privilegia os clubes que inscrevam jogadores da formação – como é o caso de Moreira – e abre vagas no número de registos autorizados. Isto faz com que o Benfica não tenha de recorrer a um júnior da casa, o que abria mais uma vaga, mas retirava um lugar nas opções reais de JJ.

Autor: NUNO POMBO e VANDA CIPRIANO
Data: Terça-Feira, 15 Junho de 2010 – 7:53