Plantel dividido sobre Quique Flores

Aimar, Rúben Amorim e Maxi são os apoiantes mais entusiastas

RUI FARINHA

A provável saída de Quique Flores tem suscitado diversos comentários no plantel. Há os que deixam implícito um erro estratégico e outros que preferem não se alongar em considerações. Há, ainda, os que se remetem ao silêncio.

A partida do responsável técnico é um dado adquirido. Quique não tem margem de manobra junto da SAD e há-de ceder, com ou sem a indemnização desejada, mais tarde ou mais cedo. No entanto, e para surpresa da cúpula directiva, vários jogadores da espinha-dorsal do emblema encarnado têm dito que o espanhol deveria cumprir o ano de contrato que lhe resta. Mas nem todos.

No grupo dos apoiantes, há quem ainda não aceite o abandono como uma realidade incontornável. É o caso, por exemplo, de Luisão, Maxi Pereira, Yebda e, em especial, Rúben Amorim e de Pablo Aimar. Curiosamente, todos pertencem ao grupo dos mais utilizados no campeonato. Terá sido isso essencial para estes jogadores desejarem publicamente a sua continuidade? O central brasileiro driblou o tema, recentemente. “Dava-lhe mais um ano. A Quique ou a outro treinador. O Benfica precisa de uma continuidade de trabalho. Deve aprender-se no primeiro ano e começar a ganhar no segundo”, esclareceu. O argentino, que já tinha trabalhado anteriormente com Quique, foi o mais efusivo. “Será difícil encontrar alguém como ele. Tem muita capacidade, os contratos existem para serem respeitados”. Por seu lado, Maxi mostrou-se de acordo. “Para bem do clube e dos jogadores, deve ficar”. Amorim foi o mais emocional. “É um grande homem e um grande treinador. Foi um orgulho trabalhar com ele”.

Neste lote, incluem-se ainda Reyes e Katsouranis, mas o duo está de saída.

Nuno Gomes foi quarta opção

Pelo contrário, há vários atletas que espreitam uma oportunidade e um futuro mais risonho, mediante a confirmação da notícia da saída do treinador. Óscar Cardozo é, por exemplo, dos que mais podem lucrar com o novo desafio. Pouco utilizado até à lesão de David Suazo, não se alongou em elogios quando partiu para férias (ver peça em baixo).

Nuno Gomes também nunca foi um entusiasta. Apesar de não o revelar publicamente, o internacional português foi invariavelmente prejudicado pelas escolhas do treinador para o ataque – Suazo, Aimar e ainda Óscar Cardozo.

Pedro Mantorras, que nem sequer tinha começado a temporada nos encarnados caso prevalecesse a vontade inicial de Quique, também está mais optimista.

Finalmente, os guarda-redes. Nem Moreira nem Quim se sentiam confortáveis, apurou o JN, por uma razão: a titularidade escapou-lhes sempre em momentos inesperados. Precisam de mais estabilidade.

Fonte: http://jn.sapo.pt/

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